Veja a lista de Grupos de Trabalho aprovados para a Intercom Nordeste 2026

 

Cinema e audiovisual e interdisciplinaridade
Maiara Mascarenhas de Lacerda Silva (UFS); Aretha Ludmilla Pacheco Lira Barros (UFS)
Cinema e Audiovisual são um campo do saber interdisciplinar, híbrido e de extrema importância para a coletividade. Por isso, visando mapear um estado da arte sobre as repercussões – sobretudo, educacionais e comunicacionais – de tal campo em nossa sociedade, objetivamos discutir trabalhos que, ao abordarem simultânea e principalmente elementos de Educação; Comunicação; Literatura; Filosofia e Sociologia, empenham-se em transcender fronteiras disciplinares; além de produzir efeitos e análises mais abrangentes na e para a diversidade social. Interessa-nos, portanto, pesquisas que, a) ao tratarem de Cinema e Audiovisual pelo prisma dos debates sociais (e contemporâneos), partindo, sobretudo, de referenciais teóricos como os de Educação; Comunicação; Literatura; Filosofia e Sociologia busquem contribuir para uma visão crítica do Cinema e do Audiovisual como dispositivos transformadores e educativos da sociedade; b) que procurem revelar como o Cinema e o Audiovisual podem não somente entreter; mas, acima de tudo, educar, comunicar e influenciar opiniões, moldando percepções do público e da sociedade; c) que demonstrem como o Cinema e o Audiovisual podem abordar e fomentar questões sociais, políticas, educacionais, ambientais e culturais contemporâneas, as quais geram reflexões, além de produtos e transformações materiais de suma importância para os diferentes contextos sociais.

Comunicação, discurso e poder: capacitismo, racismo e LGBTfobia na mídia e na cultura
Ingrid Xavier dos Santos (UECE)
Este Grupo de Trabalho reúne pesquisas que investigam os processos comunicacionais implicados na produção, na circulação e na disputa de sentidos em torno do capacitismo, do racismo e da LGBTfobia. Parte-se da compreensão da comunicação como um campo de disputas simbólicas, no qual as diferenças são construídas, estabilizadas ou contestadas por meio das representações, conforme a perspectiva dos estudos culturais, em especial as contribuições de Stuart Hall. Em diálogo com Bakhtin, entende-se o discurso como prática social essencialmente dialógica, atravessada por múltiplas vozes, valores e relações de poder. O objetivo geral do GT é promover um espaço de debate crítico e qualificado sobre os modos pelos quais discursos midiáticos e práticas comunicacionais participam da produção, da legitimação ou do questionamento das hierarquias sociais relacionadas à deficiência, à raça e às identidades LGBTQIA+. O GT acolhe pesquisas de diferentes orientações teórico-metodológicas no campo da Comunicação, com atenção ao jornalismo, às práticas midiáticas, aos ambientes digitais e aos processos de recepção.

Comunicação, divulgação científica, saúde e meio ambiente
Melissa Silva Moreira Rabêlo (UFMA); Danielly Bezerra dos Santos (UFPE)
O Grupo de Pesquisa Comunicação, Divulgação Científica, Saúde e Meio Ambiente reúne pesquisadores e estudantes para discutir práticas sociais da comunicação relacionadas à ciência, saúde e meio ambiente. Esses temas de interesse público dialogam com questões contemporâneas como midiatização, dataficação, movimentos negacionistas, crises sanitárias e ambientais, e debates sobre gênero, raça e classe. O grupo aborda: (I) representações midiáticas de saúde, ciência e meio ambiente, incluindo subjetividades, riscos e controvérsias; (II) práticas profissionais e o ethos de comunicadores, cientistas, ambientalistas e profissionais da saúde, além da formação necessária para divulgar questões relevantes; (III) difusão e apropriação da cultura científica, considerando estratégias institucionais, comportamentos individuais e políticas públicas; (IV) saberes tradicionais e decoloniais, enfatizando ciência, gênero, raça e sociedade, no contexto do negacionismo; (V) intervenções tecnológicas no corpo e ativismos biossociais em contextos midiatizados e (VI) impactos das mídias digitais na produção de subjetividades e interações sociais em uma lógica midiatizante. O grupo adota uma abordagem interdisciplinar para explorar esses eixos e contribuir com a democratização da informação e do conhecimento.

Comunicação, plataformas digitais e mediações sociais
Anna Karollina Oliveira Silva (UFPE); Antonio Hélio da Cunha Filho (UFPE)
Este Grupo de Trabalho tem como objetivo reunir pesquisas que analisem criticamente as relações entre comunicação, plataformas digitais e processos de mediação social no contexto da sociedade contemporânea. Parte-se da compreensão de que as plataformas operam como infraestruturas centrais da vida social, econômica e cultural, reorganizando práticas comunicacionais, dinâmicas de visibilidade, regimes de circulação de sentidos e formas de interação entre sujeitos, instituições e mercados. O GT acolhe estudos que investigam os modos como tecnologias digitais, sistemas algorítmicos e dispositivos sociotécnicos participam da construção de narrativas, identidades, vínculos sociais e práticas de consumo, considerando suas implicações simbólicas, políticas e econômicas. São de interesse pesquisas sobre influenciadores digitais, culturas do consumo, economia da atenção, relações parasociais, publicidade e estratégias de persuasão mediadas por plataformas, bem como os impactos da inteligência artificial na produção, personalização e automatização de conteúdos.

Comunicação, regionalidades e o “glocal” no Nordeste
José Ardonio De Araujo Silva (Unesp)
Estética e Design Regional: Análise de identidades visuais (como a do congresso de Caruaru) que fundem o moderno e o tradicional. Jornalismo de Proximidade e Redes: O papel dos portais locais e veículos regionais na construção de uma agenda que dialogue com temas globais (clima, política, economia) sob o olhar nordestino. Marketing Territorial e Turismo: A comunicação das festas populares (São João, Carnaval, festas de padroeiros) como produtos de consumo global e símbolos de identidade. Literacias e Narrativas Digitais: O uso do “nordestinês” e das gírias locais em plataformas como TikTok e Instagram como forma de afirmação identitária. Políticas Públicas de Comunicação no Nordeste: Ações que fomentam a conectividade e a produção de conteúdo local em áreas periféricas ou rurais. Memória e Patrimônio em Convergência: Documentação digital e preservação de saberes ancestrais através de novos suportes midiáticos.

Comunicação antirracista e pensamento afrodiaspórico
Ricardo Oliveira de Freitas (Uneb/Salvador); Elane Abreu de Oliveira (UFCA)
O GT Comunicação Antirracista e Pensamento Afrodiaspórico acolhe estudos que refletem sobre as hierarquias raciais frente ao fenômeno da comunicação; em termos de produção, distribuição e recepção das mensagens, nos mais diversos tipos de mídias, mediações, processos e interações sociais. O GT reúne pesquisas que pensam o racismo em sua inter-relação com os recortes de classe, gênero, sexualidade, regionalismos e os mais diversos vieses identitários de manutenção de privilégios, a fim de refletir sobre aspectos teóricos e metodológicos que norteiam pesquisas (em andamento ou concluídas) acerca de práticas comunicacionais e midiáticas antirracistas e anti-hegemônicas. O GT entende que tal discussão pode ser importante contribuição para a criação de estratégias de combate ao racismo nas suas distintas interseccionalidades e para o reconhecimento de perspectivas de saber afrodiaspóricas. Para tanto, acolhe estudos e pesquisas com as seguintes temáticas: racismo algorítmico; tecnologias digitais, vigilantismo; mídia e comunidades tradicionais; comunicação LGBTQIAPN+; imprensa negra e indígena; midiartivismo; comunicação e discursos de ódio racial; opressões e resistências na comunicação; branquitude e hegemonia; políticas de ações afirmativas e cotas; epistemologias antirracistas e afrolatinoamericanas; estéticas afrodiaspóricas; narrativas contracoloniais.

Comunicação e desinformação
Carmen Regina de Oliveira Carvalho (Uesb); Thiago Henrique de Jesus Silva (UFC); Patrícia Rakel de Castro Sena (UFMA); Marta Thais Alencar Cosme (Unisinos)
O GT reúne pesquisas dedicadas à compreensão crítica da desinformação como fenômeno estrutural do capitalismo digital, articulado às lógicas de funcionamento das plataformas, aos regimes algorítmicos e aos modelos de negócio que condicionam a produção, a circulação e a amplificação de conteúdos desinformativos. O GT acolhe investigações teóricas e empíricas sobre as origens, os atores, as motivações e os impactos sociais da desinformação, incluindo suas interfaces com a pós-verdade, os negacionismos, as teorias conspiratórias e os usos estratégicos da inteligência artificial generativa. Interessam ao GT análises que examinem o papel da mídia, do jornalismo, dos influenciadores digitais e das organizações tanto na propagação quanto no enfrentamento da desinformação, bem como as disputas em torno da governança de plataformas, das políticas de moderação de conteúdo e das agendas regulatórias em escala nacional e internacional. O espaço acolhe igualmente pesquisas sobre educação midiática e informacional, letramentos críticos, práticas pedagógicas e iniciativas institucionais voltadas à promoção da integridade da informação nas áreas da saúde, da política, da educação, do meio ambiente e da ciência. São especialmente bem-vindos trabalhos com abordagens interdisciplinares que articulem comunicação, tecnologia, educação e direito, comprometidos com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça informacional, inclusive no contexto dos processos eleitorais.

Comunicação e esporte
Raniery Soares Lacerda (UFPB); Paloma Souza de Castro Melo (UFPE)
O objetivo do GT Comunicação e Esporte é proporcionar um espaço de apresentação e debate que versem acerca do esporte como fenômeno comunicacional. Sendo um dos mais tradicionais grupos da Intercom, a nível nacional, o GP Comunicação e Esporte apresenta uma relevante contribuição, ao passo em que reúne em um espaço proporcionado pela Intercom, um ambiente para que pesquisadores de todo o país possam se reunir e debater sobre a temática. Acredita-se ser imprescindível que a Regional Nordeste possa contribuir para a consolidação do subcampo, assim como o GP Nacional (Vimieiro; Fortes, 2023), e contemplar os pesquisadores da região interessados nessa temática. O que vem para corroborar com esta possibilidade é a criação da Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte (ReNEme), em 2020, responsável por reunir pesquisadores da região. Temas de interesse: Investigação das estratégias narrativas utilizadas em transmissões esportivas; cobertura jornalística e produção de conteúdo; Estudo sobre o papel das redes sociais na construção da identidade de atletas, no engajamento dos fãs e na disseminação de notícias esportivas; Inovações Tecnológicas: exploração de novas tecnologias e seu impacto na produção e consumo de conteúdo esportivo; Diversidade e Inclusão: análise crítica das representações de gênero, raça, etnia, sexualidade e outras interseccionalidades no esporte.

Comunicação e inclusão de pessoas com deficiência
Sâmia Cristina Martins Silva (UEMA); José Gabriel Meneses Sousa (UFMA)
A inclusão de pessoas com deficiência é fundamental na sociedade contemporânea e a comunicação desempenha um papel importante nesse processo. Levando em consideração também que o Intercom é um evento central na área e que estimula novas pesquisas e produtos, propõe-se o grupo de trabalho em Comunicação e Inclusão de Pessoas com Deficiência, tendo como objetivo principal investigar as barreiras comunicacionais que impedem a inclusão dessas pessoas em diferentes contextos sociais e soluções de garantia ao direito à comunicação. Outros objetivos que também podem ser destacados neste GT são: analisar as estratégias de comunicação inclusiva desenvolvidas por profissionais e pesquisadores de comunicação; e contribuir para a formação de uma agenda de pesquisa em comunicação e inclusão de pessoas com deficiência. Diante dessas considerações, apresentam-se como temas de interesse: Acessibilidade comunicacional em diferentes plataformas e mídias; Estratégias de comunicação inclusiva em contextos educacionais e profissionais; – Representação de pessoas com deficiência na mídia e nos discursos comunicacionais; Tecnologias assistivas e inclusão comunicacional; Formação de profissionais com deficiência no ramo da comunicação; Formação de profissionais de comunicação para a inclusão de pessoas com deficiência.

Comunicação e relações internacionais
Guibson Dantas (Ufal); João Dantas Pereira (UFRN)
O Grupo de Trabalho em Comunicação e Relações Internacionais objetiva ser um espaço de confluência multidisciplinar que agrega professores, profissionais e estudantes interessados em discutir temáticas circunscritas na interface entre as áreas de Comunicação e Relações Internacionais. Abrange pesquisas sobre: as estratégias de comunicação utilizadas pelos atores internacionais; a convergência das linguagens midiáticas e comunicacionais com a política internacional; as tipologias de poder e os instrumentos de propaganda estatal; a comunicação como mecanismo de poder no cenário geopolítico; o papel da mídia no sistema internacional no século XXI; a importância das Relações Públicas Internacionais para a reputação internacional de Estados, organizações e corporações transnacionais; a atuação de sistemas e grupos midiáticos nacionais e internacionais em territórios normativos da comunicação; o exercício da diplomacia pública pelos atores internacionais; as estratégias comunicacionais aplicadas na construção da política externa de Estados; estudos no âmbito das relações internacionais.

Comunicação e religiões
Hugo Weslley Oliveira Silva (UFPE); Vânia de Morais Besse (UFPE)
As dinâmicas próprias das interações sociais mudam de tempos em tempos. Vivemos sob a égide das formas de comunicação midiatizadas, seja pelas mídias sociais online, comunicação de massa ou consumo simbólico, desenvolvemos novos hábitos e padrões culturais, com isso nota-se que as vivências religiosas estão presentes nos meios de comunicação das mais diversas formas. Novos hábitos nascem e crescem junto à comunicação religiosa. Somam-se a isso novos atores e pesquisadores que se debruçam sobre as religiões e religiosidades não ocidentais, autores que se preocupam em estudar religiões afro-ameríndias, práticas contracoloniais, sem religião, novos movimentos religiosos etc. Os estudos contemporâneos em comunicação e religião são, portanto, potentes aliados para que possamos (re)pensar como nós temos criado e recriado nossos hábitos, costumes e crenças diante destes novos cenários mediados. Diante disto, o presente GT pretende ser um espaço para reflexões teóricas e pesquisas empíricas acerca das relações estabelecidas a partir dos contextos de interação entre comunicação, religião e outras formas de culto e sagrados. Serão aceitas pesquisas em etnografia virtual; análise de conteúdo e discursos; comunidades virtuais; produtores de conteúdo e temas ligados à temática central do GT.

Comunicação e semiárido
Lana Krisna de Carvalho Morais (UFPE); Adilson Rodrigues da Nóbrega (Embrapa)
Análise dos processos que envolvem a comunicação e o semiárido brasileiro, a partir das relações de poder neste território, discursos sobre a seca, desertificação, mudanças climáticas, políticas e intervenções públicas de desenvolvimento. Tendo como objeto de estudo os mais diversos campos de produção, circulação e o processo de recepção das mensagens sobre o semiárido brasileiro. Como proposta central, busca-se compreender: a dimensão cultural do território e o homem sertanejo; o processo de ressignificação e percepção da natureza semiárida a partir de sua midiatização; o papel do jornalismo na formatação das políticas públicas para o semiárido; a construção de discursos jornalísticos sobre o semiárido; as estratégias comunicacionais para o desenvolvimento de territórios no semiárido, incluindo o cinema, signos de nordestinidade e as novas tecnologias da comunicação.

Comunicação institucional e marketing
Paulo Junior Silva Pinheiro (Unifor); Eugenia Melo Cabral (UFC)
Este GT visa discutir questões relacionadas à atuação do profissional de comunicação social dentro da comunicação institucional e como braço das estratégias de marketing de uma marca, seja em organizações privadas, públicas ou de terceiro setor. De um lado, a atuação institucional do jornalismo reflete uma transformação profunda na comunicação social, onde técnicas de apuração, redação e contação de histórias (storytelling) são utilizadas para promover marcas, produtos e serviços. Esse fenômeno é impulsionado pelo jornalismo digital e marketing de conteúdo, onde a informação não é apenas um fim, mas um meio de criar valor e engajamento. Por outro lado, a publicidade aprofundou sua atuação enquanto gestão de marca, trabalhando ciência de dados e análise de comportamento do consumidor. Dentro do universo do digital, a produção e participação de redes sociais é um fator relevante para a composição do atual cenário de comunicação institucional e marketing. Uma atuação cada vez mais conjugada com outras áreas de conhecimento e que ocorre de forma complexa e dinâmica. Serão aceitos trabalhos que abordem estudos de caso e teóricos sobre marketing de conteúdo, redes sociais, marketing de influência, comportamento do consumidor, campanhas publicitárias, marketing digital, branding, inovação, análise de dados, comunicação integrada e tendências emergentes.

Comunicação pública da ciência e epistemologias do Sul
Letícia Moreira de Oliveira (Unicamp); Andrea Rosendo da Silva (USP)
O presente Grupo de Trabalho (GT) propõe reunir diálogos e pesquisas que problematizam a comunicação pública da ciência e as práticas de divulgação científica sob perspectivas críticas ao eurocentrismo epistêmico, e que reflitam seu papel estratégico na mediação entre a produção do conhecimento e a apropriação social do saber. Partindo do entendimento de que a ciência é uma construção sociocultural imersa em campos de disputa de sentidos, o GT acolhe pesquisas que analisem as práticas de divulgação e jornalismo científico, não meramente como transmissões instrumentais, mas como instâncias de cidadania científica e justiça cognitiva fundamentais para o fortalecimento democrático. Interessa compreender as dinâmicas de circulação do saber científico em sua interface com as políticas públicas, as práticas educacionais (formais e não formais) e as especificidades territoriais que marcam o Sul Global, com especial atenção à América Latina ao Nordeste brasileiro. Eixos Temáticos sugeridos: Jornalismo científico e democratização do conhecimento; Visualidades algorítmicas nos meios digitais; Inteligência Artificial (IA) na práxis científica; Crise de confiança e desordem informacional; Comunicação situada e saberes tradicionais; Comunicação da ciência por mulheres, indígenas e negritudes na América Latina; Artes, estéticas e práticas sensíveis na comunicação da ciência.

Design da informação e infografia no jornalismo
Eugenia Melo Cabral (UFC); Ricardo Jorge de Lucena Lucas (UFC)
O design de uma publicação é considerado fundamental para capturar a atenção e alcançar a compreensão dos leitores. Experiências de jornalismo digital e multimídia trazem novos desafios e oportunidades para a construção da informação, como a interatividade. Este GT visa discutir questões da composição visual, em diversos meios, relacionadas a temática, esquemas de cores, visualização de dados, composição e interação.Com o advento do jornalismo de dados, mas não apenas relacionada a ele, a temática da visualização de dados e da infografia integra um campo da comunicação de amplo interesse tanto na academia quanto no mercado. O jornalismo infográfico mobiliza equipes multifacetadas, utilizando ferramentas de software, ilustração e design gráfico para comunicar informações de forma eficaz à audiência. Com a crescente transformação dos suportes usados por veículos de jornalismo, temáticas como experiência do usuário e programação passaram a fazer parte da construção da notícia.Trabalhos que tratem de qualquer âmbito da diagramação e design da informação, seja em experiências online ou impressas, a exemplo das questões relativas, mas não limitadas, a visualização de dados, composição de capas, infografia, experiência do usuário e interatividade, são bem-vindos.

Estéticas, políticas do corpo e interseccionalidades
Luane Fernandes Costa (UFPE); Luana Brito Lacerda (UFPE)
O grupo recebe propostas dedicadas a objetos, processos e práticas comunicacionais relacionadas às abordagens estéticas da comunicação e às políticas do corpo. Interessa ao grupo tanto propostas teóricas quanto empíricas, de pesquisas em desenvolvimento ou já concluídas. Parte-se da compreensão de que os fenômenos estéticos pertencem à ordem do sensível e se manifestam, entre outras formas, também nas relações cotidianas. Compreende-se que tais fenômenos estéticos se articulam entre poder, vida e discurso, revelando-se nas variáveis de gênero e sexualidade, racialidade e etnia, territorialidades e dinâmicas de classe, sempre em perspectiva interseccional. Interessa-nos prioritariamente, mas não exclusivamente, trabalhos que abordem: 1) os fenômenos do corpo e sobre o corpo em suas ações e relações com os processos midiático-comunicacionais; 2) estudos interseccionais e suas várias perspectivas, gênero, raça, etnia, classe, território, religiosidade, entre outros; 3) ativismos políticos; 4) experiência estética e afetos; 5) estudos da performance.

Estudos da comunicação
Ivanise Andrade (UFBA/Intercom)
Este GT tem como objetivo receber as pesquisas que não se enquadram nos demais GTs propostos para o Intercom Nordeste 2026. Desse modo, acolhe trabalhos que abordem temáticas relacionadas a qualquer área, disciplina e/ou abordagem teórico-conceitual do campo da Comunicação. Os trabalhos aprovados serão agrupados por aproximação para a formação das sessões de apresentação do trabalho durante o congresso.

Estudos de cultura pop e comunicação
Eduardo José Melo Rodrigues da Silva (UFPE); Lívia Maria Dantas Pereira (UFPE)
O objetivo do Grupo de Trabalho é discutir a Cultura Pop no seu âmbito comunicacional, isto é, os atravessamentos midiáticos da sua produção, circulação e recepção. Os estudos de Cultura Pop se configuram como um importante campo de atualização para as teorias e epistemologias da Comunicação, na medida em que visam compreender a intensificação de processos anunciados pelos clássicos autores da Escola de Frankfurt, sobretudo a partir do debate em torno da noção de Indústria Cultural, em contraste com abordagens oriundas dos Estudos Culturais, notadamente a partir das dimensões de classe social, raça, gênero e território, bem como os olhares epistêmicos da América Latina. Assim, privilegia-se uma análise crítica, contextualizada em dimensões sociais, culturais, econômicas e políticas. Em uma perspectiva interdisciplinar, o GT busca refletir sobre como a Cultura Pop se articula com dinâmicas identitárias, afetivas, mercadológicas e de consumo, explorando diversos temas, como: apropriações e ressignificações culturais, a centralidade das juventudes enquanto categoria fruidora do Pop, cultura digital, fandoms, práticas de engajamento e mobilização, audiovisualidades, estética mainstream, processos de celebrização e os agenciamentos das culturas urbanas. O espaço é aberto a pesquisas teóricas e empíricas que investiguem fenômenos pop em suas múltiplas plataformas e formatos.

Estudos do insólito e do horror na comunicação
Ícaro Ricarte de Lima (UFPE); Isabel Freitas Aguiar da Silva Bahé (UFRPE)
Este grupo de trabalho propõe a ampliação dos estudos do insólito e do horror no campo da Comunicação, com foco nas múltiplas manifestações do não-realista no audiovisual. Partindo da compreensão do insólito como categoria estética que articula o estranho, o sublime, o grotesco, o surreal e o fantástico, o GT busca reunir pesquisas (concluídas ou em andamento) que analisem como essas modulações tensionam convenções narrativas, produzem estranhamento e revelam potências políticas, estéticas e socioculturais. Interessa-nos discutir cinematografias e produções seriadas, vídeos experimentais, jogos, videoclipes e outras expressões midiáticas que operem com o deslocamento do real, explorando temas como corporalidade, subjetividade, medo, violência, tecnologia, fabulação, dissidências e crítica social. O GT acolhe investigações teóricas, históricas, narratológicas, análises fílmicas, estudos de gênero e raça, bem como abordagens interseccionais que refletem sobre o papel do insólito e do horror nas sensibilidades contemporâneas e nos modos de imaginação política.

Estudos em relações públicas e comunicação organizacional
Davi Henrique Soares Batista (UFPB); Aldia Luiza Gomes Sampaio (Ufal)
O Grupo de Trabalho de Estudos em Relações Públicas e Comunicação Organizacional reúne pesquisas interessadas em compreender os processos comunicacionais que atravessam as organizações em suas múltiplas dimensões sociais, políticas, culturais e simbólicas. O GT acolhe trabalhos teóricos e empíricos que analisem práticas, discursos, estratégias, mediações e dispositivos comunicacionais no âmbito organizacional, considerando tanto organizações empresariais quanto públicas, do terceiro setor e movimentos sociais. São de interesse pesquisas que discutam relações de poder, gestão da comunicação, cultura organizacional, identidades, diversidade, governança, responsabilidade social, comunicação interna, relações com stakeholders, bem como os impactos das transformações tecnológicas, da plataformização e da midiatização nas formas de comunicar. O GT também incentiva reflexões críticas sobre os fundamentos epistemológicos e metodológicos das Relações Públicas e da Comunicação Organizacional, valorizando abordagens interdisciplinares e perspectivas que problematizem os sentidos da gestão da comunicação em contextos marcados por desigualdades, conflitos e disputas simbólicas. O objetivo é fomentar um espaço de diálogo qualificado que contribua para o avanço teórico do campo e para a compreensão das dinâmicas comunicacionais contemporâneas nas organizações.

Ficção seriada
Laís Emanuelle Borba de Brito (UFRN); Maria Aparecida Borges Limeira (UFRN)
O seguinte GT tem como intuito o estudo das narrativas seriadas no audiovisual contemporâneo, com foco em séries de TV, animações, telenovelas, doramas e formatos convergentes na televisualidade atual. Objetiva a análise das estruturas narrativas, construção de personagens, arcos dramáticos, temporalidade e estratégias de engajamento do público. Além, da investigação dos modelos clássicos e contemporâneos de serialização, considerando as transformações provocadas pelas plataformas digitais no consumo sob demanda e das novas dinâmicas culturais de circulação e recepção geradas pela transmidiação. Visando a discussão de aspectos estéticos, simbólicos, mercadológicos e socioculturais das narrativas seriadas, bem como seus impactos na formação da memória coletiva e das subjetividades de cada indivíduo como receptores desses produtos.

Ficção televisiva seriada, representações e imaginários
Aelton Alves de Melo Junior (UFF); Jader Cleiton Damasceno de Oliveira (UFF)
Mais do que entretenimento, a ficção televisiva seriada é um dispositivo de mediação cultural que articula imaginários, identidades e representações sociais. Nesse sentido, telenovelas, séries e minisséries funcionam como arenas simbólicas pelas quais determinados grupos são narrados, reconhecidos ou apagados. Propondo investigar os mecanismos narrativos pelos quais a mídia atua na construção simbólica do cotidiano, o GT Ficção Televisiva Seriada, Representação e Imaginários abrange diferentes perspectivas teóricas e metodológicas envolvendo debates sobre narrativa audiovisual, mídia e construção do imaginário, análises sobre representações e estereótipos de classe, raça, gênero e sexualidade, investigações sobre gêneros e formatos seriados e estudos de recepção. Assim, o GT se dedica a debater as tensões, as disputas, as construções simbólicas e os modos de ver que a ficção televisiva seriada mobiliza na sociedade contemporânea.

Folkcomunicação, mídias e interculturalidades
Junia Mara Dias Martins (Uern); Claudiene dos Santos Costa (UFC)
O Grupo de Trabalho acolhe estudos relacionados a estratégias comunicacionais e midiáticas presentes nas dinâmicas das culturas, especialmente a partir de tais recortes: narrativas e manifestações populares como práticas de resistência; ativismos midiáticos e agentes intermediários de comunicação popular; aspectos folkcomunicacionais nos estudos das mídias; comunicação contra hegemônica; apropriações e ressignificações midiáticas de objetos das culturas populares; políticas culturais e indústrias criativas relacionadas a grupos sociais minorizados; intercâmbios e trocas simbólicas nas comunidades tradicionais locais, regionais e globais – quer sejam urbanas, rurais ou virtuais; novas tecnologias e perspectivas atreladas a indivíduos e grupos marginalizados.

Fotografia e estudos da imagem
Thiago Henrique Gonçalves Alves (UFC); Aluísio Ferreira de Lima (UFC)
A Fotografia e os Estudos da Imagem operam em sistemas comunicacionais amplos como construção simbólica, técnica e cultural. Por ser atravessada pelas possibilidades de reprodutibilidade, a imagem técnica se libertou de responsabilidades artísticas que agora cabiam unicamente ao olho, tal como assinalou Benjamin (1987). O valor da fotografia, assim, passa a residir na informação que transmite, e não no objeto físico (Flusser, 2002). Não por acaso, Didi-Huberman (2012, p. 208) propõe que em sua produção de rastro visual do tempo que carrega temporalidades heterogêneas, “a imagem arde em seu contato com o real”. Tal complexidade, portanto, exige repensar a montagem, como no Atlas Mnemosyne de Warburg, demandando uma “iconologia do intervalo” (Warburg apud Didi-Huberman, 2015, p. 126). Este GT encoraja debates sobre regimes de circulação visual, entendendo que “Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada” (Sontag, 2004, p. 7) e inserindo a imagem como constelação viva. Aceita, mas não se limita, a pesquisas sobre fotografia, imagem, artes visuais, videogames etc.

Influenciadores digitais e plataformização do trabalho
Kassandra Merielli Lopes Lima (UFRN); Maria Larissa Dennyfher de Moura Cabral (UFRN)
O Grupo de Trabalho propõe discutir a influência digital a partir de suas abordagens teóricas e metodológicas, com ênfase nos processos de plataformização do trabalho no contexto dos influenciadores digitais e criadores de conteúdo. Busca-se compreender as disputas econômicas, simbólicas e políticas que atravessam esse ecossistema, bem como suas implicações nas dinâmicas do trabalho, da vida social e das subjetividades. O GT também se dedica a refletir sobre as relações entre influência digital e identidade regional, com especial atenção às experiências situadas no Nordeste brasileiro, valorizando perspectivas localizadas e críticas. Além disso, acolhe pesquisas que abordem narrativas em plataformas digitais e redes sociais sob a ótica da influência digital, contribuindo para o fortalecimento e a consolidação desse campo de estudos na Comunicação.

Inovação, tecnologia e as complexidades do aprender
Julia Magalhães de Oliveira (USP); Clara Vianna Prado (PUCSP)
Este GT investiga a reconfiguração da educação sob a onipresença das tecnologias digitais (TDICs), que deixaram de ser meros suportes para se tornarem ambientes de mediação social. No cerne dessa mudança, a escola e a universidade deixam de ser as únicas detentoras do saber para se tornarem nós de uma rede complexa de produção de sentidos. Partimos da premissa de que “a sociedade é a escola”: se a sociedade é regida por algoritmos e conectividade constante, a educação é profundamente tensionada por esses processos. Na interface entre Comunicação e Educação, propomos um olhar além do instrumentalismo. Interessa-nos como a mediação tecnológica altera a percepção do tempo, do espaço e o diálogo aluno-professor, onde a autoridade é desafiada pela horizontalidade da rede e a atenção é disputada pela economia das plataformas. O objetivo é acolher a complexidade, fugindo do otimismo tecnocêntrico e do pessimismo tecnofóbico. Buscamos artigos que analisem: Emancipação (Prós): A democratização do acesso, inteligência coletiva, narrativas transmídia, personalização do ensino e inclusão de diversidades. Crítica e Risco (Contras): A plataformização da educação, precarização docente, dispersão cognitiva, desigualdades de acesso e a falsa premissa de que inovação tecnológica equivale, necessariamente, à inovação pedagógica.

Narrativas contra-hegemônicas associadas às materialidades digitais
Fabio Ronaldo da Silva (Uneb/Juazeiro); Cecilio Ricardo de Carvalho Bastos (Uneb/Juazeiro)
Este Grupo de Trabalho tem como objetivo reunir pesquisas que analisem as narrativas contra-hegemônicas emergentes nas materialidades digitais, com foco nas disputas simbólicas travadas por grupos historicamente sub-representados ou invisibilizados pela mídia hegemônica. Interessa-nos compreender como esses sujeitos se apropriam das dinâmicas de amplificação digital para produzir discursos que tensionam narrativas oficiais e regimes consolidados de visibilidade. O GT parte da compreensão de que as materialidades digitais não são neutras, mas constituem espaços de produção de sentidos, resistência e contestação política e cultural. Buscamos refletir sobre o potencial dessas narrativas para subverter estruturas hegemônicas, promover a diversidade e ampliar práticas inclusivas nos ecossistemas midiáticos. Serão acolhidas pesquisas que abordem temas como narrativas subalternizadas, desconstrução de discursos dominantes, ativismo digital e resistência em rede, soberania tecnológica, além de questões relacionadas às corporeidades, identidades e representações nas materialidades digitais. O GT dá continuidade às discussões iniciadas no Intercom Nordeste 2024, consolidando um espaço crítico de diálogo e reflexão acadêmica.

Narrativas seriadas na America Latina
Maira Cinthya Nascimento Ezequiel (UFS); Victor Adriano Ramos (UFBA)
As produções audiovisuais seriadas produzidas na América Latina — das tradicionais telenovelas às produções contemporâneas para o streaming — guardam profundas similaridades estéticas e temáticas que demandam análises específicas. Este GT tem como objetivo investigar as matrizes e os desdobramentos dessas produções audiovisuais produzidas na América Latina. Interessa-nos, especialmente, mas não somente, a relação estabelecida com o melodrama, compreendido aqui como base conceitual e estruturante para grande parte de nossa ficção televisiva. Buscamos receber pesquisas que tensionam os produtos audiovisuais serializados de países latino-americanos, ilustrando suas múltiplas possibilidades imagéticas e narrativas. Interessam-nos, particularmente, estudos cujo embasamento teórico considere o paradigma decolonial e a crítica interseccional, em um contexto cultural latino-americano com suas especificidades. São bem-vindos trabalhos que abordam a construção e a representação das personagens centrais; as metodologias e os elementos do roteiro; as escolhas formais de direção, fotografia e cenografia. O intuito é reunir reflexões críticas que demonstrem como o continente traduz e articula suas tensões e identidades culturais por meio das engrenagens da ficção seriada.

Nordestes plurais: discursos, identidades e territorialidades
Raquel Assunção Oliveira (UFRN); Laura Santos de Souza (UFPE)
Neste grupo de trabalho, acolhemos pesquisas envolvendo processos comunicacionais produzidos com e para a população do Nordeste brasileiro. Composto por nove estados, cenário de quatro biomas e de uma produção audiovisual, jornalística e publicitária plural, a região constitui um território de intensas lutas simbólicas e práticas midiáticas diversas. Nesse contexto, consideramos bem-vindas pesquisas envolvendo a produção, distribuição e recepção de produções comunicacionais críticas e atentas à diversidade de experiências e saberes científicos, da tradição e da experiência provenientes da região, dos sertões ao litorais. Entre os eixos de interesse, destacam-se as representações do Nordeste brasileiro, suas culturas, identidades e populações nas diferentes mídias, bem como a discussão acerca de estereótipos, apagamentos e práticas de desinformação. Buscamos reflexões que integrem perspectivas inter e transdisciplinares, abordando a produção cultural e as expressões artísticas de nordestinas e nordestinos; memórias, narrativas, trajetórias, deslocamentos e processos migratórios. Nos interessam as investigações que apresentam metodologias inovadoras para os estudos da comunicação e das culturas do Nordeste. Valorizamos especialmente trabalhos que se insiram nas epistemologias contracoloniais e antirracistas, ressaltando vozes locais e experiências historicamente marginalizadas.

Pedagogia da comunicação
Bianca Sobral Fernandes (UFRN); Maurício Barros do Amaral (UFRN)
O GT Pedagogia da Comunicação reúne pesquisas e experiências que articulam comunicação e educação, com ênfase na educação midiática, na comunicação popular, no jornalismo comunitário e nos processos de mediação na cultura digital. Propõe o debate sobre práticas pedagógicas, formação crítica de sujeitos e sua inserção em contextos sociais, considerando os usos das mídias e os desafios contemporâneos relacionados à desinformação, à circulação de conteúdos e às dinâmicas das plataformas digitais, em diálogo com perspectivas dialógicas e emancipadoras inspiradas no pensamento de Paulo Freire. Contempla estudos sobre letramento midiático, culturas periféricas, educomunicação, comunicação comunitária e circulação de saberes em contextos formais e não formais, valorizando abordagens interdisciplinares, perspectivas críticas dos processos comunicacionais e reflexões sobre cidadania, participação e democratização da comunicação.

Processos midiáticos, infâncias e juventudes
Abner Oliveira Lopes da Silva (UFC); Pâmela da Silva Rocha (UFC)
Este GT se propõe a discutir a presença de crianças, adolescentes e jovens nos diversos processos de produção, circulação e apropriação das mídias analógicas e/ou digitais na contemporaneidade, considerando as suas relações com temáticas interdisciplinares. Como temas de interesse busca reunir pesquisas que envolvam discussões sobre: Éticas, técnicas e estéticas nas produções culturais infantojuvenis; Consumo midiático e suas representações: corpos, gêneros, raças/etnias, classes e suas interseccionalidades; Educação midiática, práticas educomunicacionais e metodologias ativas com crianças, adolescentes e jovens; Inclusão digital, plataformização e mercantilização das vivências infantojuvenis; Segurança, privacidade e políticas públicas de comunicação voltadas para crianças, adolescentes e jovens; Processos de maternidade e maternagem nas mídias.

Quadrinhos, narrativas gráficas e design
Lya Brasil Calvet (Unichristus); Thiago Henrique Gonçalves Alves (UFC)
Os quadrinhos constituem uma linguagem em que comunicação e o design operam de modo indissociável. A interpretação da mensagem só se realiza porque as pessoas leitoras preenchem cognitivamente as calhas, espaços entre quadros, afinal: “a linguagem dos quadrinhos se apoia na força de suas ausências” (Postema, 2018, p. 381). Esse vazio, que pode tanto pode organizar os eventos da narrativa quanto gerar deleite visual-formal, “será sempre o lugar de um corte espácio‑temporal a ser preenchido pelo imaginário do leitor” (Cirne, 2000, p. 23). O design cria a “espaçotopia” da página diagramada e evoca a construção de sentidos em um espaço-tempo sequencial-simultâneo permeado por formas e estilos significativos. Como continuidade dos Grupos de Trabalho sobre a temática dos quadrinhos no Intercom Nordeste (2024 e 2025), este GT propõe reunir pesquisas que explorem a articulação temática, metodológica e teórica entre comunicação, quadrinhos e design (incluindo, além dos quadrinhos, outras narrativas gráficas, como infografia, charge, cartum, livro ilustrado, livro-objeto etc) entendendo-as como práticas que transformam espaço e tempo em discurso, leitura e informação.

Rádio, podcast e territorialidades no Nordeste
Daniel do Nascimento Santos (Ufop); Nilton Ricardo Lemos de Soares (UFPE/Caruaru)
As mídias sonoras, com destaque para o rádio e o podcasting, desempenham um papel central na construção de vínculos sociais e na circulação de informações no Nordeste brasileiro. Mesmo diante das mudanças tecnológicas decorrentes do processo de plataformização e do consumo massivo sob demanda, o rádio permanece relevante ao se adaptar às novas linguagens, em convergência com os podcasts, o streaming e as redes sociais digitais. Este Grupo de Trabalho tem como objetivo reunir pesquisas que analisem o rádio e as mídias sonoras como espaços de territorialidade e de construção sociocultural, em um contexto de regionalização. O GT acolhe trabalhos que investiguem teoria e história, memória, narrativas de produção, estéticas, linguagens, dimensão cultural e territorial das sonoridades, jornalismo, publicidade, entretenimento, circulação em ambientes plataformizados e os estudos metodológicos do som. Assim, pretende-se debater e fortalecer a discussão sobre o rádio e as mídias sonoras, considerando suas potencialidades para os estudos radiofônicos regionais.

Rádio expandido, podcasting e plataformização
Lorenna Aracelly Cabral de Oliveira (UFRN); Dezwith Alves de Brarros (UFRN)
O GT propõe discutir as transformações do rádio no contexto do ecossistema midiático digital, marcado pela convergência de mídias e pela crescente mediação das plataformas. A expansão do rádio para ambientes online tem ampliado suas formas de produção, circulação e consumo, incorporando práticas como streaming, redes sociais e podcasting. Buscamos reunir pesquisas que investiguem o rádio e o podcast em suas dimensões tecnológicas, culturais, narrativas, políticas e econômicas, considerando as implicações da plataformização para a produção sonora contemporânea. Interessa especialmente compreender como emissoras, produtores independentes, coletivos e instituições midiáticas exploram e desenvolvem práticas de rádio expandido e podcasting, experimentando novas linguagens, formatos e estratégias de circulação em múltiplos ambientes midiáticos.

Semiótica e crítica de discursos da moda, do audiovisual e da literatura
Isaac Matheus Santos Batista (UFPE); Marcelo Machado Martins (UFPE)
Este GT busca gerar diálogo entre estudantes e profissionais com interesses no campo da Moda, do Audiovisual ou da Literatura a partir das concepções da Semiótica Discursiva (SD) ou da Gramática do Design Visual (GDV). Serão bem-vindos trabalhos que, estudados das perspectivas teórico-metodológicas assinaladas, contribuam com temas como estes: 1) O texto como objeto de significação e comunicação. 2) Os mecanismos enunciativos na organização do texto sincrético ou multimodal. 3) A intertextualidade verbal, visual, sonora em discursos da moda, do audiovisual ou da literatura. 4) Efeitos de sentido do figurino e sua relação com estados passionais das personagens e posicionamentos ideológicos da enunciação. 5) As teorias da comunicação a partir do aporte da SD ou da GDV. 6) A narratividade do enunciado e os movimentos de plot twist da enunciação. 7) A formação de gosto e de perspectiva do destinatário a partir de críticas de Moda, do Audiovisual e da Literatura. 8) O compartilhamento de experiências de produção de Moda, do Audiovisual e da Literatura em espaços periféricos. 9) O estilo e contexto dos criadores. 10) Estados da arte de aspectos relacionados a diferentes períodos de consolidação da SD ou da GDV em relação aos campos de interesse do GT. Outros temas relevantes a este GT são incentivados para que sejam submetidos. Pesquisas concluídas ou em andamento serão aceitas.

8 a 10 de Julho de 2026

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