As oficinas e workshops aprovados para o Intercom Nordeste 2026, que será realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru, foram divulgados. Dentro da programação estão diversas atividades voltadas para estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da área da comunicação.
As propostas aceitas abrangem segmentos como jornalismo, publicidade, audiovisual, fotografia, escrita criativa, redes sociais, assessoria de comunicação, inteligência artificial, cultura e mais. Confira:
Lista de Oficinas e Workshops aprovados no Intercom Nordeste 2026
A Notícia na Literatura de Cordel: o folheto como mídia alternativa, popular e contra-hegemônica
Alberto Magno Perdigão Silveira
O encontro tem como objetivo discutir o folheto informativo da literatura de cordel como mídia alternativa, popular e contra-hegemônica. A referida mídia, reconhecida como o “jornal do sertão” e relativamente apagada dos cursos de jornalismo – mesmo os do Nordeste – é apresentada como dispositivo estratégico de segmentos subalternizados e minorizados no enfrentamento da exclusão informacional – que se entende como uma exclusão política. A ementa contempla temas como: literatura de cordel como gênero; o folheto informativo como expressão; temáticas do folheto informativo; exclusão comunicacional como exclusão política. Os particicipantes debaterão o conteúdo de exemplares de folhetos informativos.
Audiovisual e Comunicação: Memória e Territórios Culturais
Rosana Dias dos Santos
A Oficina de Audiovisual e Comunicação: Memória e territórios culturais, aborda sobre uso de ferramentas para registro audiovisual e mapeamento de territórios. A oficina aponta desde conceitos básicos de produção com uso de celular, até estratégias de registros com outros equipamentos como forma de documentar personagens da cultura local, no sentido de impulsionar a economia criativa por meio da comunicação. Abordando temas como escolha de personagens, história e memória, mídia-educação e educomunicação. Pretende-se também a produção de um vídeo tendo como realizadores pessoas inscritas na oficina.
Azuis do Agreste: cianotipia e representações culturais do território
Daniela Nery Bracchi
O workshop propõe uma experiência prática com a técnica fotográfica da cianotipia, utilizando-se deste processo histórico de revelação para refletir sobre a cultura visual regional. A atividade toma como eixo temático a representação dos elementos culturais do Agreste pernambucano e convida os participantes a produzir imagens que reinterpretem visualmente identidades e pertencimentos territoriais. O workshop combina apresentação histórica da técnica, demonstração de preparo químico, sensibilização de suportes, composição imagética e revelação solar, culminando na produção de trabalhos autorais inspirados no universo cultural agrestino. A justificativa tanto do ensino da técnica quanto do tema a ser pensado criticamente está no fato de que o Agreste pernambucano constitui um território de intensa produção simbólica, atravessado por memórias, tradições e reinvenções contemporâneas. Nesse contexto, a cianotipia apresenta-se como técnica acessível e potente para a criação de narrativas visuais alternativas, que aproximam os temas da comunicação, fotografia experimental e cultura regional, oferecendo aos participantes uma vivência prática e reflexão crítica sobre imagem e território. O objetivo principal é promover uma experiência formativa em cianotipia voltada à criação de imagens inspiradas nos elementos culturais do Agreste.
Comunicação Antirracista
Ana Veloso
A Oficina de Comunicação Antirracista vai lançar mão de uma metodologia que parte da vivência dos participantes, das suas histórias de vida e escrevivências, como preconiza Conceição Evaristo (2020). Vai partir de perguntas provocadoras e de exposição dialogada que pretendem mobilizar debates e produções textuais (escrita de si) dos/as participantes sobre mídia e relações etnico-raciais. Para tanto, iremos necessitar de sala com quadro e projetor multimídia. A turma será provocada a refletir sobre: a) As relações étnico-raciais e os meios de comunicação; b) Os sistemas de dominação simbólica e o racismo como “processo sistêmico de discriminação”; c) A importância da leitura crítica interseccional da mídia; d) A comunicação como um direito humano e violações aos direitos das pessoas negras pelas diversas mídias e plataformas digitais; e) O potencial da comunicação para a mobilização social e a mudança cultural. Pretende: a) Colaborar com o letramento racial dos/as participantes; b) Oferecer ferramentas para o letramento midiático; c) Discutir as legislações de combate ao Racismo no Brasil; d) Promover a análise do Plano de Comunicação pela Igualdade Racial (PCIR), do Governo Federal (2024).
Da ideia à distribuição: etapas para à criação de conteúdos sonoros
Gustavo Cabrera Christiansen
Esta oficina é uma introdução à produção de conteúdos sonoros (podcast e programas de rádio). Durante a oficina, abordaremos as seguintes etapas: 1) Ideia e planejamento: Como tirar a ideia do papel? Qual vai ser meu público ouvinte? Cada quanto disponibilizarei uma nova produção? 2) Produção e pesquisa: Qual formato de podcast acho interessante? Onde procurar informações? Entrevistas? 3) Linguagem radiofônica e escrita de roteiro: Como escrever um roteiro? Quais os elementos que preciso considerar? Como vai ser a forma de apresentação de minha produção? 4) Gravação e edição de áudio: Quais equipamentos preciso para gravar? Dicas para a gravação. Quais os softwares para editar? 5) Distribuição e circulação: Em qual plataforma hospedar minha produção? Qual a periodicidade? Quais os benefícios e limitações de tais plataformas? A distribuição vai ser só on-line ou também off line? Em cada uma dessas etapas, compartilharemos exemplos práticos.
Do zapping ao scroll: Reconfigurações narrativas da telenovela brasileira na era vertical
Maria Aparecida Borges Limeira
Ao longo de mais de sete décadas, o telespectador observou a narrativa da telenovela brasileira adaptando-se ao contexto sociocultural do Brasil e introduzindo a convergência digital no consumo das histórias, além de, mais recentemente, se desafiar nas novelas verticais. A oficina tem como objetivo discutir as modificações e transmutações do produto telenovela ao destacar as rupturas e tentativas de inovação permeadas pelo melodrama, pelas lógicas de multitelas da cultura da participação e as histórias verticais. Essa oficina pretende debater as formas de fruição da telenovela, a partir da plataformização dos streamings, do surgimento dos enredos verticais e das estratégias de transmidiação. O consumo atual se constitui de espectadores como produtores que ressignificam histórias em multiplataformas. A evolução dos conteúdos permeia o melodrama e atravessa as narrativas digitais através dos códigos folhetinescos em diferentes produtos e formatos, como é o caso da produção vertical que insere traços melodramáticos para captar a atenção do espectador no celular sedento por conteúdo ágil. Em suma, a telenovela brasileira reconfigura os limites da linguagem televisiva (Balogh, 2002) e encontra fissuras nos gêneros e formatos se mantendo relevante como produto audiovisual nacional.
Dos Roteiros aos Festivais: Caminhos para a Distribuição de Curtas Universitários
Gabriel José Batista Lima
A oficina oferece um panorama prático e estratégico sobre a distribuição de curtas-metragens universitários, focando na transição entre a academia e o circuito audiovisual. A proposta destaca como o vínculo estudantil permite o acesso a laboratórios de roteiro e programas de imersão para o desenvolvimento de projetos ainda em fase inicial (argumento e roteiro). Durante a atividade, são explorados caminhos de circulação através do mapeamento de festivais nacionais e internacionais, entendimento sobre qual tipo de obra encaixa em determinados festivais e suas prioridades. A oficina também orienta a organização de materiais essenciais para a difusão, incluindo a criação técnica de identidades visuais, informações necessárias para inscrições nesses ambientes, acessibilidade e legendas fundamentadas em práticas de mercado e análise de públicos. Ao articular planejamento e identidade, busca-se incentivar práticas de distribuição mais conscientes e estruturadas, essas que surgem a partir do roteiro e de laboratórios, capacitando realizadores para enfrentar os desafios do contexto universitário com obras de pouco orçamento e fora do eixo para ocupar janelas exibidoras de prestígio com maior assertividade.
Entre Frames e Resistências: Representações de gênero e disputas de poder em produtos midiáticos
Laís Emanuelle Borba de Brito
A oficina propõe uma reflexão crítica sobre as representações de gênero em produtos midiáticos, com ênfase nas narrativas audiovisuais seriadas, especialmente nas animações. Serão discutidos os modos pelos quais personagens femininas são construídas e atravessadas por normas sociais, performatividades e relações de poder, evidenciando como tais representações podem tanto reproduzir quanto tensionar estruturas hegemônicas. A atividade também se dedica à análise prática de personagens femininas em séries animadas, observando suas dinâmicas de agência, resistência e inserção em contextos marcados por desigualdades de gênero e pelo olhar masculino. Ao articular teoria e prática, a oficina pretende estimular a leitura crítica da mídia, compreendendo-a como um espaço de disputa simbólica e de produção de sentidos sobre o feminino na contemporaneidade.
Escrita com Borogodó: Oficina de Escrita Criativa
Stephanie Sá
A oficina propõe uma imersão criativa voltada ao desenvolvimento de narrativas autorais, que celebrem a identidade, a memória e a singularidade de cada autor. Combinando exposição teórica, exercícios práticos e leitura compartilhada, a formação aborda diferentes aspectos do processo de escrita, incluindo possibilidades de construção narrativa; conceito e aplicação do storytelling; identificação de conflito e resolução; construção de personagens e ambientação; e experimentação na busca pela voz própria do escritor. A metodologia participativa estimula a produção de textos de ficção e não-ficção em sala, favorecendo também a experimentação narrativa e sensorial na escrita, entendida, nessa oficina, como um processo marcado pela autenticidade.
Fachadas que falam: oficina de co-criação para novas rotas do fazer publicitário nos espaços urbanos
Sara Guedes Melo
A publicidade ocupa o espaço urbano de maneira cada vez mais capilarizada. Não apenas outdoors e mobiliários urbanos, mas também fachadas de bares, bancas de jornal, bodegas, tendas de praia e outros equipamentos cotidianos tornam-se suportes para marcas. Essa padronização visual e discursiva (normalmente financiada por incentivos fiscais ou trocas comerciais) produz um paradigma: ao mesmo tempo que gera reconhecimento para anunciantes, pode homogeneizar a paisagem e fragilizar identidades locais. Em pesquisas realizadas, a paisagem demonstra movimento por parte dos donos em manter a identidade da marca. A pergunta central que orienta esta oficina é: como repensar a publicidade patrocinada no espaço urbano? A proposta parte de uma pesquisa pessoal em andamento sobre análise de fachadas patrocinadas em centros urbanos, na qual se observa repetição de soluções gráficas, paletas cromáticas padronizadas e ausência de diálogo com a arquitetura ou o comércio local. A oficina surge como desdobramento prático e formativo desse levantamento, visando não apenas criticar, mas co-criar alternativas possíveis.
Gestão de Crise de Imagem: O Papel da Assessoria de Imprensa
Camila Juliette De Melo Santos
As crises de imagem e reputação sempre configuraram um risco para pessoas públicas e instituições. No contexto da comunicação digital, com a pressão das redes sociais e a amplificação da construção de narrativas em tempo real por meio de dispositivos móveis (para além dos veículos tradicionais de comunicação), estas crises têm um impacto ainda maior pois se ampliam rapidamente. Nesse contexto, a assessoria de imprensa torna-se essencial para prevenir danos, responder com agilidade e reconstruir reputações abaladas. A oficina propõe uma imersão prática sobre o papel da assessoria de imprensa e das equipes de comunicação diante de situações críticas. Serão abordados temas como prevenção e mapeamento de riscos, relacionamento com a imprensa, posicionamentos oficiais, definição de porta-vozes, gerenciamento de redes sociais, combate à desinformação e reconstrução da confiança pública após episódios de exposição, crise e desgaste. A atividade reunirá exposição dialogada, análise de casos reais envolvendo instituições e figuras públicas, além de simulações práticas de crise e definição de ações estratégicas. A proposta busca aproximar e discutir com estudantes e profissionais os desafios contemporâneos da comunicação e o papel da assessoria de imprensa neste processo de gerenciamento das crises de imagem e reputação.
IA e assessoria de comunicação
Mariana de Araújo Ribeiro
A oficina tem como objetivo apresentar os fundamentos da assessoria de comunicação e demonstrar, de forma prática, como a inteligência artificial pode ser uma aliada estratégica na rotina de quem atua com relacionamento com a imprensa, produção de conteúdo, gestão de crises e planejamento comunicacional. Através de exercícios práticos, estimular os alunos a tornar as ferramentas de inteligência artificial em suas aliadas na hora de coletar dados, fazer pesquisas, encontrar ganchos para pautas e ações, planejar e encontrar meios de como comunicar a mensagem de forma mais segura e eficiente. No final, serão apresentados exercícios práticos de como resolver problemas de clientes com o uso de ferramentas de inteligência artificial.
IA na redação de TV: linguagem, agilidade e produção de texto no telejornalismo
José Pedro Da Silva Neto
A oficina propõe uma discussão prática e contemporânea sobre o uso da inteligência artificial nas rotinas do telejornalismo, com foco na produção de texto para televisão. A atividade busca apresentar possibilidades de utilização da IA como ferramenta de apoio criativo e otimização de processos, sem substituir a sensibilidade, a ética e a curadoria humana no fazer jornalístico. A partir de experiências reais de redação, serão abordados temas como criação de cabeças e chamadas para apresentadores, adaptação de textos frios para uma linguagem mais oral e televisiva, uso da IA na síntese de informações, organização de pautas, produtividade na redação e os desafios éticos relacionados ao uso dessas ferramentas no jornalismo diário. A oficina terá caráter prático, permitindo que os participantes experimentem ferramentas de inteligência artificial aplicadas à escrita jornalística para TV, desenvolvendo exercícios de adaptação textual e construção de linguagem audiovisual.
Introdução à Análise de Discurso Crítica: A metodologia de Norman Fairclough em Pesquisas de Comunicação
Lara Paiva de França
A pesquisa acadêmica no campo da Comunicação Social demanda instrumentos rigorosos capazes de desvelar como os discursos midiáticos constroem, mantêm ou desafiam relações de poder. Para estudantes em fase de conclusão de uma graduação e de pós-graduação, definir um percurso metodológico sólido é um grande desafio do fazer científico. Este workshop oferece uma imersão teórica e prática na Análise de Discurso Crítica (ADC), fundamentada no arcabouço de Norman Fairclough. O propósito central é capacitar os pesquisadores para a aplicação rigorosa do Modelo Tridimensional, ensinando a articular as dimensões do Texto (microestrutura), da Prática Discursiva (produção e consumo) e da Prática Social (contexto socio-histórico, hegemonia e ideologia). Para materializar a teoria, o encontro contemplará a aplicação da ADC por meio de um estudo de caso: a análise da cobertura da imprensa sobre o cinema na década de 1970. Esta etapa ilustrará as estratégias adequadas para a delimitação de corpus, evitando dispersões analíticas e assegurando a extração de dados qualitativos consistentes. Eleve o rigor metodológico da sua investigação e garanta a excelência do seu trabalho.
Lattes descomplicado: como criar, organizar e atualizar meu currículo Lattes? Uma oficina para estudantes, professores e pesquisadores
Odlinari Ramon Nascimento da Silva
Esta oficina tem como objetivo principal oferecer o suporte necessário para a criação de Currículo Lattes aos estudantes de graduação, pós-graduação e até aos professores/pesquisadores. O currículo Lattes é uma plataforma que possibilita ao estudante e ao pesquisador a visibilidade de todo seu trabalho. Mesmo sendo conhecido pela comunidade acadêmica, o currículo Lattes é um ambiente complexo e se faz necessário um preenchimento correto dos dados, principalmente em tempos de coleta de dados. Muitas pessoas quando não o deixam desatualizado, fazem o preenchimento de forma incorreta. Outras sentem dificuldades e acabam repetindo informações desnecessárias. Trabalho com oficinas de currículo Lattes desde o ano 2020, como também tenho experiência em consultoria de Lattes aos pesquisadores. Portanto, com a minha participação no Intercom Nordeste 2026 gostaria de compartilhar este conhecimento prático. Observação à comissão organizadora: este é um tipo de oficina que requer “mão na massa”. É extremamente importante e necessário que esta oficina seja oferecida em um laboratório no Centro Acadêmico do Agreste (local do evento) e que tenha disponível computadores com boa velocidade de acesso à internet. Posso usar o meu próprio notebook (até prefiro), desde que tenha cabo de rede ou um bom wi-fi e cabo HDMI.
Ler imagens, construir sentidos: caminhos da semiótica visual na Comunicação
José Lemos Monteiro Filho
Como as imagens produzem sentido? A partir dessa questão, a oficina introduz a semiótica visual/plástica aplicada à Comunicação, com base nas contribuições de Jean-Marie Floch. Serão discutidos princípios da semiótica de tradição francesa, com ênfase na relação entre plano da expressão e plano do conteúdo, destacando o papel das formas, cores e organização espacial na construção de significados. A proposta combina exposição teórica e exercícios práticos de análise de imagens publicitárias e digitais, estimulando a observação e a interpretação crítica. Busca-se desenvolver um olhar analítico capaz de reconhecer como elementos visuais estruturam sentidos e orientam leituras no campo comunicacional.
Mídia, política e discurso: os ditos e não-ditos nas/das coberturas jornalísticas
Patricia Paixão de Oliveira Leite
O workshop pretende oferecer uma introdução à Análise do Discurso Francesa – aparato teórico-metodológico sistematizado por Michel Pêcheux –, ao passo que vai apresentar diversas análises práticas de coberturas políticas engendradas pela mídia brasileira, sobretudo ao designar e referenciar líderes políticos. Ao “escolher” palavras, títulos, abordagens, edições e organizações frasais nas coberturas, a mídia diz muito sobre suas ideologias, filiações e visões de mundo, sem, no entanto, elaborar um “contrato” explícito com o público sobre esses lugares que ocupa. Ao contrário: em geral, difunde uma pseudoneutralidade, promovendo uma passividade da opinião pública ou inibindo uma posição ativa no processo de comunicação. A proposta é estimular a criticidade em relação às coberturas políticas jornalísticas, a partir de ferramentas de análise embasadas no campo científico. A Análise do Discurso articula “(…) o linguístico ao sócio-histórico, este entendido como exterior constitutivo daquele. Isso significa que a exterioridade se inscreve no próprio texto e não como algo que está fora e se reflete nele (…)” (GREGOLIN e BARONAS, 2001, p. 109). Sobre a mídia, aportaremos autores vinculados à linha do pensamento crítico, como Moraes, Serrano, Lima, Sodré e Brittos. Já para a Análise do Discurso, utilizaremos textos de Pêcheux, Orlandi, Gregolin, Indursky, Foucault, entre outros.
Notícias em Cliques: Produção de Vídeo para Redes Sociais
Nadson Rodrigues Lins
A oficina “Notícias em Cliques: Produção de Vídeo para Redes Sociais” é voltada para estudantes de comunicação, jornalistas e produtores de conteúdo. A proposta busca desenvolver competências essenciais para o cenário digital, como a compreensão das mudanças no consumo de notícias, o domínio da elaboração de roteiros para vídeos curtos em plataformas como Reels, TikTok e Shorts, além da edição ágil com foco em retenção e acessibilidade. O cronograma inclui três etapas: na primeira, são discutidos o comportamento do público na era da atenção curta, o papel do novo jornalismo nas redes e a análise de cases; na segunda etapa, o foco é na construção de roteiros com ganchos atrativos, escrita simplificada e uso de storytelling visual; já o terceiro módulo é prático, com gravação de um “minuto de notícia” usando o celular, edição com ferramentas como CapCut ou Premiere Rush e aplicação de elementos como legendas, trilhas sonoras e CTAs. Como diferencial, a oficina integra inovação social e marketing digital, abordando não apenas o como fazer, mas também o porquê fazer, com foco na ética jornalística e no impacto social da informação.
Perspectivas teóricas para a pesquisa em Cinema de Horror
Ícaro Ricarte de Lima
O cinema de horror configura-se como um campo fértil para a investigação de tensões culturais, regimes de sensibilidade e políticas do corpo, indo além de um simples entretenimento escapista. Este workshop propõe um percurso cartográfico pelas principais matrizes teóricas que fundamentam a análise do gênero, oferecendo ferramentas conceituais a graduandos e pesquisadores em fase inicial de construção de seus objetos de estudo. A partir de um gesto arqueológico, serão revisitados desde os aportes da filosofia e da psicanálise, até desdobramentos contemporâneos como a fenomenologia da experiência corporal, os estudos de gênero em torno da Final Girl, o feminino monstruoso, o horror queer e as formulações do horror pós-moderno. A dimensão aplicada do workshop se dará por meio da análise de sequências fílmicas canônicas e contemporâneas, evidenciando a operacionalização de conceitos como abjeção, horror social, efeitos cognitivos do jump scare e a dimensão háptica do som. A proposta busca consolidar o horror como um objeto crítico relevante ao tensionar hierarquias de gosto e legitimidade, fornecendo aos participantes um repertório analítico para a formulação de problemas de pesquisa no campo da Comunicação.
Técnicas de produção de notícias para rádio
Karlla Fernanda de Oliveira
A proposta da oficina é apresentar aos participantes as principais técnicas utilizadas no dia-a-dia de uma redação na produção de notícias para programas jornalísticos em rádio, considerando que apesar da evolução das novas tecnologias, o veículo segue como um dos principais e mais importantes meios de informação da atualidade. Muitas vezes em sala de aula os estudantes não têm a oportunidade de praticar de fato a produção textual voltada a determinado veículo, sendo essa, uma oportunidade para que conheçam um pouco mais como funciona realmente essa produção. Também será falado sobre a convergência da do veículo com as novas ferramentas e plataformas de áudio, especialmente os streamings.
Inscrição
Todos os participantes inscritos no congresso poderão participar das oficinas e workshops. Não é necessária inscrição prévia nessas atividades para quem já está inscrito no evento. Os horários, locais e a programação serão divulgados em breve no site.




